Trata-se de unidade de conservação de proteção integral localizada no município de Santos, Estado de São Paulo, que abrange uma área de 5.000 hectares e incluí, além da Laje de Santos propriamente dita, os Rochedos conhecidos como Calhaus e os Parcéis do Bandolim, das Âncoras, do Brilhante, do Sul e Novo.
Situada a 164º e 16,8 milhas náuticas de seu ponto de referência náutica continental, o Farol da Ilha da Moela (Carta Náutica nº 1711), a Laje de Santos é uma formação rochosa que possui 33 metros de altitude, 550 metros de comprimento e 185 metros de largura máxima. A declividade é mais acentuada no seu lado mais exposto às ondas (sul-sudeste) e mais suave no lado norte-nordeste, seu lado abrigado, apresentando formato que lembra uma baleia.
A Laje de Santos é um dos principais pontos de mergulho e fotografia submarina do País, devido a grande visibilidade que pode alcançar até 35 metros nos melhores dias.
O parque costuma receber a visita de diversas espécies migratórias, como o lobo-marinho-subantártico e o pinguim de magalhães. Alí também podem ser encontrados golfinhos-nariz-de-garrafa, tartarugas marinhas (pente e verde) e gigantescas raias-jamantas, que chegam a seis metros de largura. Imensos cardumes de peixes, estrelas do mar, esponjas, corais e moluscos decoram a parte sub-aquática do parque com suas formas e cores vivas e variadas.
Cinco espécies de aves marinhas utilizam a área para procriação e outras ali pousam ou pescam em suas águas claras. O atobá-marrom, o gaivotão, o petréo-do-cabo e o trinta-réis-de-bico-vermelho são alguns dos freqüentadores do parque.
CLIQUE AQUI para ver algumas aves que frequentam a Laje de Santos.
CLIQUE AQUI para assistir vídeo sobre a Laje de Santos.
O PEM Laje de Santos foi criado pelo Decreto Estadual nº 37.537, de 27 de setembro de 1.993.
Primeiro e até agora único parque marinho entre as unidades de conservação do Estado de São Paulo, o PEM Laje de Santos foi criado considerando a extraordinária diversidade e abundância da vida marinha existente na Laje de Santos, nos rochedos e parcéis próximos; o valor científico da área, onde foi encontrada uma nova espécie de peixe, até então desconhecida pela ciência, além de outras nunca antes registradas no litoral sudeste e mesmo nos mares brasileiros; a importância da área como local de pouso, alimentação e reprodução de aves marinhas, muitas delas migratórias, provenientes tanto do Hemisfério Norte como do Cone Sul; a presença de mamíferos marinhos, golfinhos e baleias, nos arredores; a importância ecológica da área que transcende suas imediações geográficas, uma vez que diversas espécies marinhas que a utilizam como local de alimentação, reprodução e crescimento realizam vastos deslocamentos ao longo da costa atlântica; a beleza cênica das paisagens submarinas da área, tradicional ponto de mergulho do litoral brasileiro comparável aos melhores do mundo; e, por fim, a rápida degradação que esta biota vem sofrendo devido à pesca de arrasto e à caça submarina predatórias, além da captura de peixes ornamentais e invertebrados marinhos para o mercado aquariófilo e de decoração de interiores.
Não há nenhuma infra-estrutura no local. Na verdade, a fim de evitar qualquer dano à vida marinha, os barcos são proibidos de ancorar próximos da laje. As embarcações ficam amarradas em cabos de ferro, conhecidos como “poitas”. Para chegar ao local é necessário agendar o mergulho com uma operadora local. Antes de embarcar na aventura, recomenda-se que se informe sobre as condições climáticas do local no período pretendido. Os ancoradouros mais próximos da região são o do Guarujá, o de Santos e o de São Vicente.
Endereço da sede administrativa da U.C:
Av. Bartolomeu de Gusmão, 194 Ponta da Praia, Santos SP CEP: 11030-500
Telefones: (13) 3261-8323 / (13) 3261-7154 / (13) 3261-3445 / (13) 3261-8451
E-mail da UC:
pem.lajedesantos@fflorestal.sp.gov.br